Cartilha dos Pacientes Renais – Saúde e Cidadania A intenção deste blog é divulgar informações sobre a doença renal, formas de tratamento, leis e instituições de apoio, assim como as mais recentes notícias da área da saúde, para contribuir na melhoria da qualidade de vida dos pacientes renais.

18mai/120

Cardíacos precisam tomar mais cuidado com a dengue

Transmitida pelo mosquito Aedes Aegypt, a dengue pode causar problemas ainda mais sérios em pessoas que sofrem do coração. Isso acontece porque os remédios utilizados por pacientes cardiácos, como a aspirina e o clopidogrel, impedem que as plaquetas se aglomerem, evitando a trombose. O problema é que a dengue consome as plaquetas e aumenta a possibilidade de sangramento nas pessoas que tomam esses remédios.

O cardiologista do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), Stephan Lachtermacher, destaca a importância de o doente cardíaco identificar logo os sintomas da dengue. Depois disso, o cardiologista explica o que o doente deve fazer. ”Esse paciente tem que rapidamente procurar um atendimento médico para fazer avaliação. Uma vez que o indivíduo seja diagnosticado com a dengue, ele tem que ser classificado: é uma dengue grave, moderada, ou uma dengue leve? Então esse indivíduo pode desde ser liberado para fazer recomendações domiciliares em relação à hidratação e às medicações de uso, como também pode ser internado para vigilância e acompanhamento laboratorial.”

O cardiologista alerta que os remédios para os problemas no coração não devem ser suspensos, a não ser que haja queda de plaquetas no sangue. “Inicialmente todo paciente deve manter a sua medicação a não ser que tenha sangramento. Esse sangramento pode ser gengival, ou seja, pela boca, pode ser na urina e nas fezes. Uma vez que o indivíduo veja o sangramento ele deve interromper a utilização da aspirina ou clopidogrel e rapidamente procurar um serviço de pronto-atendimento para fazer uma avaliação médica. A dengue é uma virose por classificação e ela pode evoluir com síndrome hemorrágica, ou seja, sangramento vultuoso, podendo levar até mesmo a morte.”

Lachtermacher avisa que pessoas com insuficiência renal e os hemofílicos também devem redobrar os cuidados com a dengue, pois elas também podem ter sangramentos. Os sintomas da dengue são dores no corpo, febre, manchas vermelhas na pele e náuseas.

18mai/120

Quem escuta música alta pode ter problemas de audição

Os fones de ouvido se tornaram companhia diária para milhões de pessoas, mas é preciso cuidado. O volume alto do som de um aparelho MP3, e até mesmo dos celulares, pode prejudicar a audição. O mesmo pode acontecer com quem trabalha em um ambiente muito barulhento. É o caso dos operadores de telemarketing e de máquinas e músicos. A exposição ao som e nível elevado do volume prolongado pode levar à perda auditiva parcial e até mesmo surdez profunda.

O otorrino do Grupo Hospitalar Conceição do Ministério da Saúde, Iuberi Vwetsch, recomenda o tempo e o volume ideal para a pessoa ouvir música com fones de ouvido. “Se você ficar exposto, por exemplo, a 80 decibéis você não pode ficar mais do que uma hora. Para você ter uma ideia qualquer aparelho de som desses de fone, esses fones de inserção que a gente chama. Esses fones pequenos, eles dão um ganho muito grande, a pressão sonora dentro do ouvido é muito grande. Eles chegam facilmente a 80 decibéis. E você vê aí às vezes os jovens usando quatro, três horas um aparelho desses. Então, agora se você colocar um volume muito abaixo disso, 40, 50 decibéis que seria mais ou menos a nossa fala assim. Esse som sim você pode ouvir seis horas, quatro horas sem problemas. Agora se você colocar aquele som que é comum nos jovens ouvir aquela música mais intensa para ter um aproveitamento maior do prazer de ouvir música, aquilo você passando de uma hora o risco é grande”.

O otorrino aconselha os profissionais que trabalham com som a fazer periodicamente o exame auditivo e usarem protetor de ouvido no trabalho. O otorrino lembra ainda que zumbido por tempo prolongando é sinal de lesão nos ouvidos. Nesse caso, a pessoa deve procurar logo um especialista

18mai/120

Dez passos para se dormir bem

Hábitos como assistir à televisão na cama, não fazer exercícios físicos, tomar muito café e comer muito chocolate durante o dia podem contribuir para o aparecimento da insônia. A pessoa que tem insônia demora a pegar no sono e muitas vezes passa a noite em claro. Em outros casos, tem o sono leve que não traz a sensação de descanso como o recomendado. A insônia pode também ser causada por problemas emocionais e doenças como hipertensão, diabetes, obesidade e problemas na tireóide. A neurologista do Hospital Federal de Bonsucesso, do Ministério da Saúde, Luciana Pamplona, explica como a doença interfere no dia a dia da pessoa.

"A gravidade maior é que a pessoa perde muito a capacidade de concentração dela durante o dia porque ela trabalha, porque ela está sonolenta, ela estuda mal, o adolescente, a criança que está na escola. Não aproveita tudo que tem que aproveitar. Passa a ter irritabilidade, ficar de mau humor".

A neurologista do Hospital Federal de Bonsucesso do Ministério da Saúde, Luciana Pamplona, dá algumas dicas de como a pessoa pode combater a insônia.

"O horário para dormir e para levantar para acordar pela manhã é importante. Tem que manter certa regularidade. O ambiente onde nós dormimos deve ser sempre arejado com uma temperatura agradável, escuro e silencioso na medida do possível,  claro. A cama deve ser usada apenas para dormir e para relações sexuais e não usar a cama como escritório. Levar laptop, levar livros, levar uma serie de coisas. As alimentações perto da hora de dormir devem ser sempre leves, uma fruta, um iogurte, um lanche rápido. Os exercícios devem ser evitados até duas horas antes da hora de dormir. Computador e televisão com videogame devem ser evitados até uma hora antes de dormir".

A neurologista, Luciana Pamplona comenta ainda que a vida agitada e o uso dos computadores por muito tempo pode provocar ou agravar a insônia.

18mai/120

Alimentação saudável depois do parto garante a saúde dos filhos no futuro

A preocupação que as mães têm com a alimentação durante a gravidez deve continuar depois do parto. É por meio do leite materno que os bebês começam a identificar o sabor dos alimentos, mesmo que ainda não estejam comendo papinha. Ou seja, tudo que a mãe come é ingerido pelo bebê durante a amamentação. Por isso a alimentação saudável da mãe enquanto está dando de mamar é tão importante. A coordenadora das ações de aleitamento materno na área técnica em Saúde da Criança do Ministério da Saúde, Fernanda Ramos Monteiro, diz quais são os alimentos que precisam estar no cardápio da mãe que está amamentando.

"Um tipo de carne, seja carne bovina, ave, peixe, ela pode consumir ali na sua refeição. Cenoura, tomate, pode comer uma alface. Consumir ali frutas da estação, regional do seu estado. Essa mãe pode consumir leite após o seu pós-parto".

Fernanda Ramos Monteiro lembra que se a criança tiver cólicas a alimentação pode não ser a única causa do problema.

"Ao acordar, ela tomar uma xicara de leite com uma quantidade pequena de café, não é isso que vai causar uma cólica na criança. Muitas vezes até a pega da criança inadequada no peito da mãe pode causar cólica. A criança engole ar o que ocasiona ali a criança sentir um desconforto. Então, nem sempre o que a mãe está consumindo é o que vai trazer ali ao recém-nascido a cólica. Então a criança pós o parto ela vai está em continuidade do traço intestinal e é normal que a criança se adapte a sua nova alimentação. E, portanto é natural a criança sim ter cólica".

A coordenadora de aleitamento materno do Ministério da Saúde, Fernanda Ramos, lembra que a criança deve mamar até os seis meses idade e a mãe deve evitar frituras, doces e muito açúcar.

15mai/120

Diabetes tipo 2 e hipertensão têm efeito amenizado com um bom copo de suco

O suco tem o poder de curar e evitar muitas doenças. A combinação de vegetais com frutas é perfeita para a saúde. Isso porque os vegetais são ricos em vitaminas, minerais, fibras e substâncias que ajudam a equilibrar o organismo.

Doenças crônicas como a diabetes tipo 2 e a hipertensão têm seu efeito amenizado com um bom copo de suco. Os sucos possuem uma grande concentração de vitaminas e devem ser consumidos frescos, assim que estiverem prontos, para que não percam seu valor nutricional.

A ciência comprovou os benefícios de algumas misturas. Confira o que cada suco pode proporcionar à sua saúde: Berinjela com laranja: Ajuda a reduzir o índice de colesterol. Uva: Previne problemas no coração. Laranja: Excelente para quem é alérgico, pois controla as alergias. Agrião com laranja: Ajuda a recuperar o organismo de um estresse excessivo. Maçã: Por ter substâncias antioxidantes, ajuda a melhorar o sistema imunológico e fica perfeito se for misturado a beterraba ou a cenoura.

FONTE: SBN

15mai/120

Ministério da Saúde autoriza 350 novos leitos de UTI neonatal

O Ministério da Saúde vai criar este ano 350 novos leitos de UTI neonatal, para crianças recém-nascidas.O investimento faz parte do programa Rede Cegonha para garantir a continuidade do tratamento e a qualidade da assistência ao bebê logo que ele nascer. A Rede Cegonha terá UTI's para cuidar de bebês com sério ou médio risco de morte e também a que vai acolher a mãe e o filho, permitindo o contato pele a pele entre os dois, por meio do chamado Método Canguru. Segundo o coordenador da Saúde da Criança do Ministério da Saúde, Paulo Bonilha, o Brasil está avançando na assistência às crianças que nascem correndo risco, mas ainda há muito para se fazer:

"Os bebês brasileiros, em especial os prematuros, aqueles bebês que nascem com problemas, eu acho que eles têm esse direito a esse cuidado neonatal de qualidade. O Brasil ainda, embora tenha diminuindo muito sua mortalidade infantil e neonatal, ela caiu a um terço do que era em 1990, mas ainda há muito ainda o que melhorar na atenção neonatal."

A unidade Canguru, que antes não existia, tem o objetivo de reforçar os laços de carinho entre mãe e filho e de permanência no hospital até que a criança tenha alta. O Ministério da Saúde vai investir neste ano 400 milhões para custear as unidades. A meta é criar, até 2014, mais de 800 leitos.

15mai/120

Ministério da Saúde inaugura Serviço de Informações ao Cidadão

Nesta segunda-feira, 14 de maio, o Ministério da Saúde inaugurou o Serviço de Informação ao Cidadão (SIC). Previsto na Lei 12.527/2011, de 18 de ovembro de 2011, chamada Lei de Acesso à Informação (LAI), a criação do SIC visa facilitar o acesso da sociedade às informações do MS.
 
“São informações das mais variadas possíveis, relacionadas ao conjunto de ações do ministério, aos convênios, às despesas, aos repasses financeiros e às auditorias. O SIC vai receber estes pedidos e vai enviar para cada secretaria, de acordo com o assunto abordado”, explica o diretor de Programa da Secretaria-Executiva e responsável pelo Grupo de Trabalho da LAI no MS, Giliate Coelho Neto.
 
De acordo com Giliate, é importante que as áreas se atentem a agilidade de resposta e estabeleçam rotina, pois todos os prazos serão monitorados. “A resposta deve ser dada imediatamente, se estiver disponível, ou em até 20 dias, prorrogáveis por mais 10 dias”, observa. Ao participar do dia a dia da administração pública, o servidor cumpre papel central neste processo. “Todos os servidores, cumprindo com essa norma, estão contribuindo com a maior transparência do serviço público”, acredita Giliate.
 
A coordenadora geral do Sistema Nacional de Ouvidorias, Maria Francisca Moro, lembra que a LAI efetiva o direito previsto na Constituição Federal de 1988, de que todos têm a prerrogativa de receber dos órgãos públicos, além de informações de interesse pessoal, também aquelas de interesse coletivo. “A LAI vem regulamentar o Artigo 5ª da Constituição. É importante ressaltar que a cultura hoje é de acesso, a exceção é o segredo. O que não é classificado como sigiloso agora é público e precisa estar disponível para o cidadão”, frisa.
 
O papel do servidor - O princípio de que a circulação de informações representa riscos, ou que sobrecarrega os servidores e compromete outras atividades do órgão, norteavam a cultura do segredo. A efetivação da LAI tem o desafio de vencer essa cultura e conscientizar os servidores que a informação pública pertence ao cidadão. “É importante que todo servidor tome conhecimento disso e colabore com o ministério para cumprir a lei, disponibilizando a informação e criando canais eficientes de comunicação”, argumenta Maria Moro.
 
A cultura de acesso estabelece regras claras e procedimentos para a gestão da informação. Para responder a uma solicitação é necessário processar o pedido e garantir ao requerente a entrega dos dados. “O MS está promovendo capacitação para os servidores que irão atuar no SIC e seminários para que todos os trabalhadores possam se informar em relação à LAI”, diz Maria Moro. O diretor de Programa da Secretaria Executiva acrescenta que a coordenação da ouvidoria realizará, também, capacitação com representantes de cada secretaria, e das áreas técnicas.
 
“Quanto mais informações estiverem disponíveis na internet, menos pedidos serão feitos. O ideal é que, sempre que chegar algum requerimento, a área demandada se atente e coloque a informação na internet”, enfatiza Giliate.
 
O MS fará, além do atendimento presencial no SIC, atendimento pela internet e pelo telefone 136.
 
O SIC funcionará no térreo do edifício Sede, das 7h às 21h, sob a coordenação do Departamento de Ouvidoria Geral do SUS.

15mai/120

Conheça os benefícios do açaí

Considerada uma superfruta por causa dos nutrientes, o açaí deixou de ser apenas um alimento. Muito consumida no Brasil, a fruta típica dos ribeirinhos do norte do País também previne contra o câncer, controla o colesterol e preserva os neurônios. É o que aponta um estudo da Universidade Tufts, nos Estados Unidos.
 
A nutricionista do Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro, ligado ao Ministério da Saúde, Rossana Gibson, destaca os benefícios do açaí. “É um alimento que além de nutrir, pode agir em outros benefícios para a saúde. Ele reduz o colesterol e tem uma grande composição de gorduras mono e saturada. E isso é importantíssimo para baixar o colesterol ruim. Então ele ajuda nas doenças cardiovasculares, ele tem uma propriedade muito importante com anti-inflamatório, você ajuda a combater diarreia, a combater alguns tipos de câncer, a prevenção. Então ele tem vários nutrientes que transforma ele, como ultimamente ele tem se chamado, em uma superfruta”, explica.
 
A nutricionista conta que a fruta do açaí não é calórica, tem em média 60 calorias por cada cem gramas. Na verdade, o que engorda são os complementos que as pessoas colocam, como leite condensado, mel, granola com açúcar e leite em pó. Rossana Gibson ensina como as pessoas devem comer açaí. “Na verdade, você tem que ter uma variação de frutas por dia. Você não pode consumir só um tipo de uma fruta porque as outras frutas também têm outras vitaminas, outros minerais. Se você consumir uma porção de cem gramas três vezes por semana, até quatro vezes por semana não tem problema”, destaca Rossana.
 
O açaí é rico em cálcio, ferro, potássio e zinco, essenciais para o organismo.

15mai/120

Farmácia Popular terá remédio de graça para asma

O Ministério da Saúde incluirá, a partir de 4 de junho, no programa Saúde Não Tem Preço, medicamentos para asma de forma totalmente gratuita à população. Além de já ter acesso a 11 medicamentos para hipertensão e diabetes nas 554 farmácias populares da rede própria (administradas e montadas pelo governo) e 20.374 da rede privada, a população poderá retirar mais três medicamentos para asma, em dez apresentações. São eles: brometo de ipratrópio, dirpoprionato de beclometasona e sulfato de salbutamol.
 
A ação faz parte do programa Brasil Carinhoso, lançado ontem pela presidenta Dilma Rousseff. O objetivo do programa é tirar da miséria crianças de 0 a 6 anos de idade. Para atingir essa meta, o governo vai ampliar o Bolsa Família, aumentar o número de creches no país e a distribuição de medicamentos para crianças. “O Estado brasileiro tem o compromisso e o dever de cuidar de suas crianças. Somente é possível retirar uma criança da miséria se retirarmos toda sua família”, avaliou a presidenta, durante lançamento do programa.
 
A expectativa do ministério é que a inclusão dos medicamentos tenha impacto positivo especialmente na saúde infantil. A asma está entre as principais causas de internação entre crianças de até 6 anos. Em 2011, do total de 177,8 mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS) em decorrência da doença, 77,1 mil foram crianças de 0 a 6 anos. Além disso, cerca de 2,5 mil pessoas morrem por ano por conta da doença. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância da inclusão dos medicamentos no programa. “Estamos dando um passo importante para reduzir o número de internações e de óbitos que ainda existem. Nós não só estamos salvando vidas, mas estamos também estimulando melhor o desenvolvimento”, disse o ministro.
 
Os medicamentos incorporados já fazem parte do elenco do programa Farmácia Popular, ou seja, são ofertados à população com até 90% de desconto nas unidades da rede própria e privada. Com a inclusão deles no Saúde Não Tem Preço, o valor de referência (estabelecido pelos laboratórios produtores) será mantido e o governo assumirá a contrapartida que era paga pelo cidadão.
 
A incorporação deles ampliará o orçamento atual do Saúde Não Tem Preço em R$ 30 milhões por ano. O orçamento de 2012 do programa, sem contar os valores previstos para cobrir os custos com a inclusão dos medicamentos para asma, é R$ R$ 836 milhões.
 
A gratuidade deve beneficiar até 800 mil pacientes por ano. Atualmente, o programa Farmácia Popular atende 200 mil pessoas que adquirem medicamentos para o tratamento de asma. A estimativa do ministério é que, com a gratuidade, este número possa quadruplicar – como ocorreu com os medicamentos para hipertensão e diabetes após um ano de lançamento da gratuidade pelo programa Saúde Não Tem Preço, iniciado em fevereiro de 2011.

15mai/120

Saúde amplia distribuição de suplementos para crianças

Para combater a anemia nutricional infantil, o Ministério da Saúde vai ampliar seu programa de distribuição de suplementos nutricionais. Essa ação está dentro do programa Brasil Carinhoso, anunciado pela presidenta Dilma Rousseff nesta segunda-feira (14). O objetivo do programa é tirar da miséria crianças de 0 a 6 anos de idade. Para atingir essa meta, o governo vai ampliar o Bolsa Família, aumentar o número de creches no país e a distribuição de medicamentos para crianças. Outra ação que integra o programa é a expansão do programa Saúde na Escola para creches e pré-escolas.
 
Para a ampliação do programa de distribuição de suplementos nutricionais, o Ministério da Saúde investirá R$ 30 milhões. Serão usadas as campanhas de vacinação para distribuir a dose de Vitamina A para crianças de seis meses a 5 anos de idade, em 2.755 municípios. A meta é ampliar, até 2014, a distribuição a todas as cidades brasileiras.
 
A iniciativa também prevê a garantia de acesso ao sulfatoferroso em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do país para crianças de seis a 18 meses. Com essas medidas, o Ministério da Saúde pretende reduzir os casos de anemia na primeira infância em 10% e a deficiência de Vitamina A em 5% ao ano. Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a medida vai impactar diretamente na redução da mortalidade infantil. “Vamos fazer por meio das campanhas de vacinação a busca ativa das crianças que não receberam a dose de Vitamina A. Temos que enfrentar esse problema crônico da anemia e a falta de vitamina A, que pode ter um impacto muito grande na mortalidade infantil”, avaliou o ministro.
 
Segundo a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS), realizada em 2006, 20,9% da população infantil brasileira entre zero e cinco anos possuem deficiência de ferro e 17,4% carência de vitamina A.
 
A alimentação pobre em ferro é o principal causador das anemias na infância e a sua maior incidência ocorre até os 24 meses de vida, época em que a criança tem rápido desenvolvimento e se faz a introdução da mamadeira e da dieta da família. A anemia prejudica o desenvolvimento cognitivo da criança e o atraso não pode ser revertido com tratamento.
 
Já a carência de Vitamina A pode causar cegueira e reduzir a imunidade de crianças. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a suplementação adequada do nutriente reduz em 24% o risco de morte infantil e em 28% a mortalidade por diarreia.