Cartilha dos Pacientes Renais – Saúde e Cidadania A intenção deste blog é divulgar informações sobre a doença renal, formas de tratamento, leis e instituições de apoio, assim como as mais recentes notícias da área da saúde, para contribuir na melhoria da qualidade de vida dos pacientes renais.

15ago/110

O que acontece no corpo de uma pessoa obesa que perde 5% de seu peso?

A combinação de exercícios físicos com dieta balanceada pode trazer muitos benefícios já nos primeiros quilos a menos.

1. Memória: livrar-se de alguns quilos sobressalentes ajuda a resguardar as lembranças. Ao perder peso, diminui-se a resistência à leptina, enzima que sinaliza se é necessário ingerir mais ou menos alimentos. Essa substância ainda participa do processamento da memória no hipocampo e protege a massa cinzenta.

2. Colesterol: investir numa dieta equilibrada e com pouca gordura abaixa os níveis de colesterol no sangue. Dar adeus a pneuzinhos e afins colabora principalmente na diminuição do LDL, o chamado colesterol ruim. Em excesso, ele provoca a oxidação da camada interna dos vasos sanguíneos,que fica toda inflamada.

3. Câncer: a perda de massa gorda reduz o risco de desenvolver diversos tumores, como os de esôfago, pâncreas, ovário, rins, útero e mama. Sem o peso adicional, o organismo controla os hormônios que favorecem a desregulação de células e fatores inflamatórios que deixariam o corpo vulnerável ao câncer.

4. Pressão: uma murchada na barriga influencia na pressão arterial. Mais leve, o corpo deixa de produzir insulina aos montes para lidar com o açúcar. Quando está aos borbotões, esse hormônio favorece a retenção de água e sal. Também está por trás da secreção além da conta de noradrenalina. Tudo isso provoca a disparada da pressão.

5. Articulações: podar os quilos extras alivia a sobrecarga nas juntas, principalmente naquelas consideradas de impacto, como o quadril, o joelho e o tornozelo. Alguns estudos ainda em estágio inicial sugerem que o sobrepeso produz substâncias que agridem a cartilagem das articulações.

Os números podem variar de acordo com o metabolismo de cada indivíduo, além de outros fatores, como a genética, a composição dos nutrientes da dieta e a frequência dos exercícios físicos.

FONTES: Fábio Gomes, nutricionista; Hugo Cobra, chefe do centro de cirurgia do joelho do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia; Sônia Brucki, neurologista; Nabil Ghorayeb, presidente do departamento de cardiologia do esporte da Sociedade Brasileira de Cardiologia; Zuleika Salles Cozzi Halpern, endocrinologista; Mariana del Bosco, nutricionista; Daniel Magnoni, cardiologista e nutrólogo do hospital do coração; André Pedrinelli, presidente do comitê de traumatologia do esporte da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia; Maria Teresa Zanella, professora titular da disciplina de endocrinologia da Universidade Federal de São Paulo.

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